Em junho de 2016, o belo palacete da Ilha de Brocoió, com 32 cômodos, foi posto à venda pelo governo do estado do Rio de Janeiro, com a cessão da ilha toda, que possui 200 mil metros quadrados. O imóvel foi construído na década de 1930 e foi adquirido pela a prefeitura do Distrito Federal em 1944. Em 1965, foi tombado como patrimônio e hoje está sob a propriedade da RioPrevidência, fundo de previdência estadual.
Brocoió pertence geograficamente ao arquipélago de Paquetá e se encontra a 300 metros de distância da Praia da Moreninha. O governo do estado afirma que os gastos mensais com Brocoió chegam a 50 mil reais e, pela crise orçamentária que passa, acabou deixando o imóvel e toda a área entorno em estado de má conservação.
Como todo arquipélago de Paquetá, Brocoió pertence à zona de amortecimento da Estação Ecológica da Guanabara (ESEC-Guanabara), a área mais conservada de toda Baía de Guanabara. A ESEC-Guanabara apresenta características ecológicas e biológicas compatíveis com os manguezais isentos de intervenção humana e agressiva e um dos últimos trechos de manguezal contínuo de médio porte no estado do Rio de Janeiro, e está sob a responsabilidade do ICMBio (Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade/Ministério do Meio Ambiente).
Dentre as riquezas que envolvem a ilha de Brocoió estão os botos-cinza, que vem sendo estudados pelo Laboratório de Mamíferos Aquáticos e Bioindicadores (MAQUA), do Departamento de Oceanografia da UERJ. O MAQUA desenvolve desde 1992 ações e pesquisas que visam ampliar o conhecimento e a preservação dos mamíferos marinhos, entre eles o boto-cinza, que utiliza as águas deste trecho da Baía de Guanabara durante todo o ano para alimentação, cria de filhotes e descanso.
Queremos que a Ilha de Brocoió não seja vendida!
Queremos o compromisso público dos candidatos ao legislativo e ao executivo estadual do Rio de Janeiro de tornar a Ilha de Brocoió um Centro de pesquisas marinha/oceanográfica com atividades de monitoramento ambiental, salvamento de espécies marinhas, educação ambiental e de fomento do Ecoturismo, a ser gerido pela UERJ em parceria com outras universidades e órgãos ambientais (ICMBio, IBAMA, Inea), comprometendo-se, assim, com a preservação da natureza e a educação ambiental na Baía de Guanabara.
Organização: Morena – Associação de Moradores da Ilha de Paquetá;
Movimento Baía Viva;
CCS – Conselho Comunitário de Segurança de Paquetá;
Polo Paquetá Cultura & Turismo;
Pré-vestibular Comunitário EducaPqt;
Feirinha Ecológica de Paquetá;
Coral Pacantá;
CDPP – Coletivo Democrático Popular de Paquetá;
Café Filosófico de Paquetá;
Capoeira Besouro Angola estilizada.